Estava aqui sentada quando bateu um vento trazendo o cheirinho de sabão e saudades da infância.
Ainda chego na casa de meus nonos esperando doce, embora nem eles estejam mais lá. Na casa de meu avô esperando um docinho de leite ou aquele doce de abóbora, sim, o mesmo das festas Juninas.
Tem momentos que a saudade é tão ácida como a primeira vez que experimentei limão, em outros tão doce quanto os cafés que fazia. Saudade dos joelhos ralados, do barro até nos cabelos, do banho de chuva, do bolo quente com suco gelado. Saudade daquela época, que nos sentíamos grandes quando alguém tinha menos dedos erguidos do que nós, na hora da foto em um aniversário qualquer.
Era aquele olhar inocente que fazia a graça do mundo, era a vontade de andar de bicicleta que não nos deixava desistir no primeiro tombo.
Saudade da aquarela, do mundo que não era real, mas que a gente não ligava porque ali o impossível se tornava possível, e nós éramos heróis.
Afinal, aquela história que adulto contava era real, quando você cresce quer voltar a ser criança. Ser adulto é hipocrisia, porque você substitui todas as lágrimas por sorrisos, as crianças se iludem pensando que quando cresce a vida se torna leve e que os tombos não machucam mais! Só que a realidade é outra, bem outra, aquela que não existia nem no faz-de-conta.
OBS: Agora também estou lá pelo Facebook, o nosso Blog ganhou uma página (CLIQUE AQUI) curta e fique ligadinho nas novidades, sempre vou postar textos curtinhos por lá e no meu Instagram, não deixe de nos acompanhar.
Foto: Rô Cristina Fotografia (Face/Insta)
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