Esfregou os olhos outra vez sem acreditar que aquilo acontecia novamente, em silêncio desejou que fosse qualquer outra coisa, desejou que a dor viesse de fora, duvidou da própria mente, teve medo, percebeu a visão embaçada e dali sair a primeira lágrima de muitas que antecederiam aquela sensação de infarto.
O ar já lhe parecia insuficiente, o peito doía como se houvesse uma corda apertada envolvendo o coração, mas que mesmo assim ele insistia em bater cada vez mais, as mão se tornavam tremulas, e pouco a pouco foi perdendo a noção do que de fato fazia ali, dando espaço para novamente aquela morte emocional.
Sentia medo, sentia dor, sentia o ar faltar, sentia tudo, mas não sentia o próprio corpo, era como se todos os sentimentos gritassem dentro de si lhe impedindo de ouvir qualquer coisa do mundo externo.
Cerrou os punhos na tentativa de sentir menos aquilo que não conseguia entender, arrancou alguns fios de cabelo, cravou as unhas sobre os pulsos, e fez tantas outras coisas enquanto sentia medo do mundo ver aquilo que passava ali dentro, mas nada, naquele momento os fantasmas internos eram bem mais fortes que qualquer dor física.
E depois esqueceria o quanto doía aquele momento, até que outra crise de pânico atacasse.
As cicatrizes eram suas únicas lembranças e junto a elas o medo de acontecer "tudo de novo".
Que texto incrível.
ResponderExcluirBig Beijos,
Lulu on the sky
Beijos lindona
ExcluirOlá!
ResponderExcluirAmei a forma como escreveu, é bem assim que acontece mesmo, as cicatrizes ficam dentro de cada pessoa.
Beijocas.
https://www.parafraseandocomvanessa.com.br/
Bem isso Vanessa!
ExcluirOi
ResponderExcluireu gostei do texto, eu já tive alguns sentimentos descrito no texto, cravava a unha na mão, mas parei de fazer isso quando comecei a tomar remédio. Você escreve muito bem.
http://momentocrivelli.blogspot.com/
Passei pelo mesmo Denise, que bom que tem estado melhor 🙏
ExcluirOii, que texto lindo. Fui lendo e me emocionando a cada palavra. Pois na situação em que estamos vivendo ataques de ansiedade e pânico estão acontecendo, eu tenho isto e as vezes nem me reconheço de quem sou. Tudo isto me distanciou da escrita e do blog, mas enfrentei meus medos de novo.
ResponderExcluirVocê escreve maravilhosamente e se este texto tenha haver com você, saiba que tudo vai ficar bem! Se precisar conversar pode contar comigo!
Tem post novo no meu blog, voltei a postar!
Beijos
Palavras ao vento
Bem isso, a ansiedade nos afasta gradativamente de quem somos, das coisas e pessoas que gostamos, mas com o tempo aprendemos a conviver com isso.
ExcluirObrigada pelo carinho, beijos