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segunda-feira, 8 de junho de 2020
domingo, 13 de maio de 2018
De repente foi perdendo a magia, foi sumindo o vermelho do amor e sendo substituÃdo pela cor da tempestade, porque agora eu estou no meio de uma, naufragando, não consigo encontrar meu porto seguro. A tempestade não acaba nunca e se quer existe previsão de um arco-Ãris no céu, muito menos de a luz do sol voltar a brilhar com a mesma intensidade de um dia ou outro talvez.
Confesso que tive medo, bateu um aperto no peito passar por todas aquelas vitrines decoradas para este dia e não ter um motivo para entrar ali.
Confesso que doeu ver todo mundo colocando foto com as mães, e bateu o desespero maior ainda olhar para o céu escuro naquela madrugada fria e não ver as estrelas.
Tem momentos que não faz o menor sentido perder alguém fisicamente, mas a notÃcia que eu tenho para te dar é que mães são anjos e só estão na terra emprestadas, uma hora ou outra você será obrigado a aceitar "guardar apenas as boas lembranças"e "ter ela apenas no coração".
Do nada a gente se esbarra em alguém e bate um arrepio na alma, porque você consegue perceber o quanto aquele anjo é iluminado por outro. Mas não se engane, mãe é empréstimo do céu.
Espero que você tenha dado valor para esse dia, para o seu anjo enquanto ela ainda está aqui, porque um dia você vai estar como eu e várias outras pessoas, contemplando as estrelas, sem poder tocá-las, mas torcendo que elas estejam lá todas as noites.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
"Leva o casaco que vai esfriar", "Pega o guarda-chuva!", "Coloca uma touca que esse vento vai te dar dor de cabeça"... E se não fizesse isso esfriava, chovia, doÃa a cabeça. Mãe é mãe, cara! É instinto de proteção.
Eu nunca imaginei que o Google não tinha respostas para todas as perguntas e dúvidas que surgiriam de repente, porque a minha mãe tinha. Mãe tem tutorial para tudo, é manual da vida, pelo menos a minha era!
Talvez você esteja aà do ladinho da sua mãe e tudo o que eu estou falando é o maior clichê, então faz o seguinte: delete ela da sua vida A PARTIR DE AGORA... Você abre seus contatos e liga para aquele salvo como "Mãe", mas é outra pessoa que atende e adivinha? Não tem notÃcia nenhuma dela, absolutamente nada, nem recado, nem um abraço, nem pedido para você tirar a roupa do varal. Você chega em casa ao meio dia e ela não está te esperando para o almoço, e em nenhum lugar da casa ou do mundo. No almoço em famÃlia, sabe aquela correria de Natal e Ano Novo? Ela não estará lá para controlar, nem para receber ninguém, você vai ter que fazer isso. Na formatura? Sinto muito, mas não, ela não estará lá, muito menos no seu casamento. Sabe aquela frase "Hoje vou almoçar na mãe"? Está fora de seu vocabulário!
Dói né? Mas relaxa que isso não é tudo, aliás não é nem a metade. Vai chegar um filho agarrado nos pais te dizendo pra ficar feliz porque ela está em seu coração e nas boas lembranças, em seguida vai te dizer para ser FORTE e contar da vez que quase morreu por ter ficado dois dias sem ver a mãe.
Hoje fazem cinco meses, CINCO MESES QUE EU NÃO VEJO A MINHA MÃE, não escuto sua voz, não sinto o calor do seu abraço, não tenho contato com ela. Sabe aquele conselho de mãe, sim esse mesmo que para você pode não fazer diferença? Sabe quando ela decide por você? Pois é, não julgue as besteiras que eu ando cometendo, tenho decidido sem ela, sem manual, sem tutorial. Minhas decisões estão propÃcias a erros, são feitas por instinto, na dor.
Tente, pelo menos tente, aceitar que eu não sou um anjo como ela...
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terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Eu tinha tantos textos prontos para postar, até tinha planejado compartilhar uma história aqui, mas sabe quando não é aquilo que o seu coração quer?
Os últimos meses foram os que eu mais aprendi em toda minha vida. Eu aprendi a não dizer "sim" quando o meu coração dizia "não", a não aceitar aquilo que me machuca, a entender que as pessoas são feitas de erros também, mas antes de qualquer coisa, eu descobri que o nosso coração toca uma canção e a nossa vida só faz sentido quando encontramos o ritmo dela.
Sei que a maioria das coisas aqui não fazem muito sentido, mas esse é o ritmo que eu estou sentindo, esta é a canção que ouço tocar.
Não tenha medo de ouvir, de conectar corpo e alma, de sentir! Por favor, pare de iludir a você mesmo e negar aquilo que o seu coração deseja. Não deixe a vida se tornar monocromática e o mundo perder sua forma, não tenha medo de SER VOCÊ. Ao invés de "E se você estivesse no meu lugar o que você faria?" vamos ser mais "E se EU estivesse no meu lugar o que EU faria?".
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Desde bem pequena tive uma paixão inexplicável pela leitura e produção textual, aprendi a ler e escrever muito cedo. Embora não sabia, e diga-se de passagem, talvez não saiba ainda o que é, sempre desejei ser escritora.
Aos nove anos eu produzia redações e nelas falava sobre sonhos, um dos três objetivos de vida que tinha (e tenho) era ser escritora. Vários concursos de produções textuais eram realizados, eu participava de todos que podia, mas via outras pessoas vencendo e as minhas oportunidades passando. O meu sonho de ser escritora foi morrendo, até que certo dia me deparei com a produção de poesias que acendeu uma nova luz dentro de mim. Com poesias tive maior destaque, eu realmente conseguia transmitir sentimentos através delas, e era reconhecida por isso, me sentia realizada.
Quando mudei para o colégio perdi a fascinação por poesia, não tinha tanto incentivo como na minha antiga escola, não haviam "projetos" em relação a produções de qualquer gênero textual.
Como eu adorava ler, vivia vasculhando revistas, livros e aqueles livrinhos de projetos, até que certo dia vi que uma personagem possuÃa um blog, a partir de então passei a querer um blog, mesmo sem saber o que era. Minha irmã criou o meu primeiro blog, que perdemos a senha no mesmo dia e nunca mais tivemos acesso.
Com o passar do tempo fomos criando outros blogs, nos quais eu podia voltar a escrever minhas histórias e ideias mirabolantes. Conheci mais tarde uma professora que incentivava muito a leitura e produção de textos e passei a me ver realizada. Mais tarde (com quatorze anos) participei de um concurso e fui a única a passar em fase regional, desde então tenho buscado aprender mais e lutar pelos meus sonhos não deixando-os guardados na gaveta.


