sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Abro as caixas cheias de passado na esperança de que aquilo tudo não tivesse mais efeito sobre mim, mas em vão.
Sinto até mesmo as gotas da chuva alfinetarem a minha alma e uma a uma as cicatrizes abrirem novamente.
Cada uma das cartas, fotografias e recortes de jornais me trazem uma lembrança, que mesmo uma lembrança feliz, nesse momento machuca.
São lembranças de um personagem que já deixou essa história. Por isso que machuca tanto. É a única prova de que ele foi real, de que houve vida, é a única explicação para o amor que não muda, mesmo com as reviravoltas do enredo e os vários capítulos que se passaram desde sua partida.
É, lembrança quando vem patrocinada pela saudade e capaz de derrubar qualquer guerreiro, e não importa o quão forte alguém pareça ser, ela sempre tem um jeito de mexer com a cabeça de qualquer um.
Quando me disseram "guarde apenas as boas lembranças" pensei que não me machucaria, mas é aí que dói mesmo viu, porque você percebe que os bons momentos são passageiros, que os momentos de felicidade se resumem a rápidos capítulos, que as vezes se enceram antes mesmo do clímax, porém quando a gente percebe já é passado.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Talvez seja hora de voltar.
Talvez seja a melhor hora para voltar, voltar a acreditar nos sonhos, voltar a sonhar, a ter esperanças, a acender a chama da vida. 
Talvez seja a melhor hora para voltar a viver, a viver cada momento único. 
Talvez esteja passando da hora de amar, de voltar a acreditar no amor, a ter esperança que ainda há bondade no mundo.
É hora de lutar por um mundo melhor, de fazer o nosso mundo e das pessoas que convivem conosco melhor.
É o momento perfeito para sorrir a cada uma das nossas cicatrizes, de agradecer a cada fase, que mesmo exigindo muito de nós, as vezes destruindo até a alma, nos fez amadurecer, nos faz entender que não se torna uma borboleta sem um dia estar no casulo.
É hora de não desistir de nós mesmos.
É hora de sorrir para a vida.