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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Abro as caixas cheias de passado na esperança de que aquilo tudo não tivesse mais efeito sobre mim, mas em vão.
Sinto até mesmo as gotas da chuva alfinetarem a minha alma e uma a uma as cicatrizes abrirem novamente.
Cada uma das cartas, fotografias e recortes de jornais me trazem uma lembrança, que mesmo uma lembrança feliz, nesse momento machuca.
São lembranças de um personagem que já deixou essa história. Por isso que machuca tanto. É a única prova de que ele foi real, de que houve vida, é a única explicação para o amor que não muda, mesmo com as reviravoltas do enredo e os vários capítulos que se passaram desde sua partida.
É, lembrança quando vem patrocinada pela saudade e capaz de derrubar qualquer guerreiro, e não importa o quão forte alguém pareça ser, ela sempre tem um jeito de mexer com a cabeça de qualquer um.
Quando me disseram "guarde apenas as boas lembranças" pensei que não me machucaria, mas é aí que dói mesmo viu, porque você percebe que os bons momentos são passageiros, que os momentos de felicidade se resumem a rápidos capítulos, que as vezes se enceram antes mesmo do clímax, porém quando a gente percebe já é passado.

sexta-feira, 8 de março de 2019


Tudo bem que as vezes os rumos da gente mudam, mas antes de qualquer coisa devemos estar aberto aos novos caminhos.
Estou encerrando um ciclo muito importante da minha vida: os 18 anos.
Nunca pensei que em um ano fosse acontecer tanta coisa, tanta reviravolta, experiência nova.
Medos, inseguranças, quedas, conquistas, desilusões, fazem parte de cada ciclo, dessa vez não foi diferente.
Minha maior experiência foi a de que por mais que a ansiedade tente prever o futuro, ela nunca será capaz de te fazer sentir a realidade do jeitinho que ela é.
Por maior que seja a luta, um dia ela chega ao fim, mas não se engane, os momentos de conquistas também são passageiros. 
Por fim, pode ser doloroso, mas não permita que seus sonhos sejam seu único caminho.

quarta-feira, 27 de junho de 2018


É que eu estou com saudades, estou sentindo um vazio, aquela dor silenciosa que mata a gente devagar, sim, de novo.
Eu precisava da proteção do seu abraço, me tirando do mundo e me fazendo sentir-se segura. Este era o nosso mundo, ERA.
É que de repente, não sinto mais o calor do seu beijo, nem a sinceridade do seu olhar.
Sei o quanto precisava partir, mas eu queria aqui perto de mim, só mais um pouquinho pelo menos.
Eu precisava ouvir o seu "vai lá", precisava organizar a bagunça do meu coração, ou ao menos ouvir o que eu tinha que fazer para continuar após sua partida.
É estranho, eu sei, mas cada palavra que eu lhe dirijo são como "pontos" sobre cada ferimento, embora terei para sempre as cicatrizes.
De vez em quando alguém me olha e diz que com certeza com o tempo a dor irá passar, mas mal sabem eles que a saudade está cada vez maior, a diferença é que entre nós não há telefonemas, cartas/correspondência, por mais que eu cole um bilhete na porta da geladeira não terá um para mim ali amanhã, não com a sua letra!
Não tem recado, mensagem, NADA. Parece que foi passado a borracha e pronto, perdemos qualquer contato físico, por enquanto.

quarta-feira, 18 de abril de 2018


Seria tão bom se no céu houvesse telefone para de vez em quando ouvirmos a voz de um anjo. Para que um anjo curasse a dor da nossa alma e secasse as lágrimas do nosso coração. 
Tantos sorrisos que a gente mostra por aí, que as pessoas nem imaginam o quanto gostaríamos que no céu houvesse telefone. 
As vezes você está com aquela voz gravada na cabeça ou então sente ela em cada conquista, decepção... Mas um telefonema daria a certeza, sabe, é como se aquele mundo mítico que há na cabeça se tornasse um mundo real, concreto, onde ainda haviam curativos para tapar as feridas.
Tomara que um dia haja telefone no céu, pois há tanto que tenho para conversar com um anjo, mas enquanto não há, aproveite TODAS as pessoas que estão ao seu lado antes que elas se tornem anjos e vocês percam o contato.


Se você também tem um anjo no seu compartilhe, vamos fazer essa família crescer cada vez mais. 
Me sigam nas redes sociais.
Foto: Rô Cristina Fotografia (Face/Insta)

terça-feira, 13 de março de 2018


Estava aqui sentada quando bateu um vento trazendo o cheirinho de sabão e saudades da infância.
Ainda chego na casa de meus nonos esperando doce, embora nem eles estejam mais lá. Na casa de meu avô esperando um docinho de leite ou aquele doce de abóbora, sim, o mesmo das festas Juninas.
Tem momentos que a saudade é tão ácida como a primeira vez que experimentei limão, em outros tão doce quanto os cafés que fazia. Saudade dos joelhos ralados, do barro até nos cabelos, do banho de chuva, do bolo quente com suco gelado. Saudade daquela época, que nos sentíamos grandes quando alguém tinha menos dedos erguidos do que nós, na hora da foto em um aniversário qualquer.
Era aquele olhar inocente que fazia a graça do mundo, era a vontade de andar de bicicleta que não nos deixava desistir no primeiro tombo.
Saudade da aquarela, do mundo que não era real, mas que a gente não ligava porque ali o impossível se tornava possível, e nós éramos heróis.
Afinal, aquela história que adulto contava era real, quando você cresce quer voltar a ser criança. Ser adulto é hipocrisia, porque você substitui todas as lágrimas por sorrisos, as crianças se iludem pensando que quando cresce a vida se torna leve e que os tombos não machucam mais! Só que a realidade é outra, bem outra, aquela que não existia nem no faz-de-conta.



OBS: Agora também estou lá pelo Facebook, o nosso Blog ganhou uma página (CLIQUE AQUI) curta e fique ligadinho nas novidades, sempre vou postar textos curtinhos por lá e no meu Instagram, não deixe de nos acompanhar.

Foto: Rô Cristina Fotografia (Face/Insta)

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018


"Leva o casaco que vai esfriar", "Pega o guarda-chuva!", "Coloca uma touca que esse vento vai te dar dor de cabeça"... E se não fizesse isso esfriava, chovia, doía a cabeça. Mãe é mãe, cara! É instinto de proteção.
Eu nunca imaginei que o Google não tinha respostas para todas as perguntas e dúvidas que surgiriam de repente, porque a minha mãe tinha. Mãe tem tutorial para tudo, é manual da vida, pelo menos a minha era!
Talvez você esteja aí do ladinho da sua mãe e tudo o que eu estou falando é o maior clichê, então faz o seguinte: delete ela da sua vida A PARTIR DE AGORA... Você abre seus contatos e liga para aquele salvo como "Mãe", mas é outra pessoa que atende e adivinha? Não tem notícia nenhuma dela, absolutamente nada, nem recado, nem um abraço, nem pedido para você tirar a roupa do varal. Você chega em casa ao meio dia e ela não está te esperando para o almoço, e em nenhum lugar da casa ou do mundo. No almoço em família, sabe aquela correria de Natal e Ano Novo? Ela não estará lá para controlar, nem para receber ninguém, você vai ter que fazer isso. Na formatura? Sinto muito, mas não, ela não estará lá, muito menos no seu casamento. Sabe aquela frase "Hoje vou almoçar na mãe"? Está fora de seu vocabulário!
Dói né? Mas relaxa que isso não é tudo, aliás não é nem a metade. Vai chegar um filho agarrado nos pais te dizendo pra ficar feliz porque ela está em seu coração e nas boas lembranças, em seguida vai te dizer para ser FORTE e contar da vez que quase morreu por ter ficado dois dias sem ver a mãe.
Hoje fazem cinco meses, CINCO MESES QUE EU NÃO VEJO A MINHA MÃE, não escuto sua voz, não sinto o calor do seu abraço, não tenho contato com ela. Sabe aquele conselho de mãe, sim esse mesmo que para você pode não fazer diferença? Sabe quando ela decide por você? Pois é, não julgue as besteiras que eu ando cometendo, tenho decidido sem ela, sem manual, sem tutorial. Minhas decisões estão propícias a erros, são feitas por instinto, na dor.
Tente, pelo menos tente, aceitar que eu não sou um anjo como ela...

terça-feira, 9 de janeiro de 2018


A maior mentira que alguém algum dia pode ter dito é de que a vida se resume a sorrisos, besteira!
As maiores lembranças não são os momentos de alegria, mas sim os de erro e dor.
Digamos que você tenha feito uma viagem perfeita, se divertido muito, conhecido pessoas incríveis, mas na volta chovia muito e o transporte que você estava sofreu um acidente. Mesmo que ninguém tenha se machucado ou mesmo haja prejuízos materiais, o que você falaria antes, quando encontrasse seus pais: sobre o quanto você se divertiu e aprendeu ou sobre o acidente?
É instinto humano lembrar daquilo que mais lhe doeu, deixou com medo ou raiva. Você deve estar se perguntando onde eu quero chegar com isso, e eu te digo: eu, você, todos nós já fomos, ou ainda somos, o acidente na vida de alguém, e passamos por tantos acidentes todos os dias.
O que deve nos motivar é o foco, devemos ser fortes para perceber que tudo isso acontece para fortalecer os nossos motivos de sorrir. Então a vida não se resume só em sorrisos,  mas em aprendizagem e maturidade também.