Antes de qualquer coisa, feliz dia das crianças para todos nós.
Hoje minha vizinha ganhou uma bicicleta, fiquei feliz e tive vontade de ir parabenizar a família, em uma sociedade recheada de tecnologia presentear com um brinquedo como a bicicleta é só para quem realemente se preocupa com o futuro dos filhos. Mas eu não os conheço e vice versa...
Fiquei por alguns segundos observando ela tentar andar com a bicicleta, mas ao invés de pedalar no sentido certo ela fazia ao contrário, sem sair do lugar buzinava e gritava por ajuda, até que alguém vinha e lhe dava um impulso.
Enquanto eu observava não pude deixar de pensar no quanto só crescemos, mas nunca deixamos de ser crianças. As vezes ficamos insistindo em algo que não nos tira do lugar com medo de tentar ao contrário. Ficamos gritando por socorro, acionado nosso alarme interno sem se quer tentar mudar nossos hábitos. Esperamos até levar um empurrão da vida ou de alguém, e não nos importamos em saber como conseguir andar sozinho porque sempre teremos em quem nos escorar.
Devemos tentar mais, sem medo de errar ou de cair, sempre teremos outra chance de nos levantar e tentar novamente. Melhor ter os joelhos ralados de tanto tentar, do que a consciência pesada por nunca ter conseguido sozinho, pois nunca seremos nós mesmos enquanto buscarmos em alguém a nossa motivação, o nosso impulso, enquanto esperarmos pelos outros aquilo que deveria vir de dentro de nós.
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